Nessa sexta-feira, dia 2, o PT pediu desesperadamente ajuda para a militância quitar dívidas de campanha deixadas por Haddad e Manuela. De acordo com os dados do TSE, o candidato petista declarou gastos  de R$ 36,9 milhões, diante de um total de R$32,6 milhões de recursos receptados, configurando em um prejuízo superior a R$ 4 milhões.

Enquanto isso, o Presidente eleito Jair Bolsonaro teve gastos superiores a pouco mais de R$ 1,5 milhões perante a pouco mais de R$ 3 milhões declarados, manifestando após o término da campanha a sua pretensão de doar o restante do dinheiro para a Santa Casa de Juiz de Fora, pretensão essa barrada pelo próprio TSE.

O pedido desesperado do PT para financiar suas dívidas apenas demonstra o fracasso retumbante da campanha do Haddad perante a vontade genuinamente popular sedimentada pelo sentimento anti-establishment e contra o sistema, uma vez que levaram ao Palácio do Planalto um candidato proveniente de um partido minúsculo, sem fundo partidário e sem o menor auxílio de um Estado aparelhado e com toda a mídia tradicional corporativa constantemente disseminando ataques injustos e fake news.

Ao contrário do que prega alguns veículos da grande mídia e a tese derrotista do petista derrotado, a derrocada do PT não se deve à mídias sociais e nem muito menos ao whats app, mas principalmente ao histórico tradicional do Presidente eleito em combater os ditames petistas e seu enfoque na segurança pública, assunto sensível e que afeta diretamente as camadas mais vulneráveis do Brasil. A vitória do Presidente eleito não reflete tão somente um sentimento antipetista, pois caso fosse essa a principal motivação, teriam outras opções contra o PT à disposição do eleitorado. A vitória de Jair Bolsonaro também reflete um sentimento de desconfiança nas instituições estabelecidas e no aparelhamento estatal por partidos tradicionais do centrão e da esquerda, principalmente pelo PT, como também traduz a aclamação popular por um líder que não tenha alianças espúrias tradicionais e que possa conduzir o gerenciamento da máquina em prol da redução do seu próprio poder e da indicação de técnicos para a sua composição ministerial.

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