De acordo com denúncia do Ministério Público Federal (MPF), nesta sexta-feira (14) o ex-presidente Lula recebeu R$ 1 milhão disfarçado de doação ao Instituto Lula em negociações com a Guiné Equatorial entre 2011 e 2012. Tal ação judicial é decorrente da operação Lava-jato em São Paulo.

“A doação questionada foi dirigida ao Instituto Lula, que não se confunde com a pessoa do ex-presidente. Além disso, trata-se de doação lícita, contabilizada e declarada às autoridades, feita por mera liberalidade pelo doador.”

Juntamente com o ex-presidente, o controlador do grupo ARG, Rodolfo Giannetti Geo, também responderá ao processo por lavagem de dinheiro e tráfico de influência em transação comercial internacional. Segundo o MPF, Geo pediu a Lula que influenciasse o presidente da Guiné Equatorial para que o governo continuasse realizando transações comerciais com a ARG, essencialmente na construção de rodovias.

“Usufruindo de seu prestígio internacional, Lula influiu em decisões do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, que resultaram na ampliação dos negócios do grupo brasileiro ARG no país africano”, aponta o documento encaminhado à Justiça Federal.

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