Um aparente assustador relatório elaborado pela organização Oxfam, com sede no Reino Unido, alardeia os ideólogos progressistas e choca a grande mídia. Segundo o relatório emitido analisando o ano de 2017, supostamente a desigualdade salarial entre negros e brancos teria aumentado e a disparidade salarial entre homens e mulheres também, apontando um suposto privilégio sistêmico masculino e branco. Mas seria isso mesmo verdadeiro e de fato o relatório seria conclusivo?

A página 20 do relatório aborda precisamente a desigualdade de renda entre grupos raciais no Brasil. Segundo a análise da Oxfam, em 2016, os negros ganhavam em média R$ 1.458,16, o que corresponderia a 57% dos rendimentos dos brancos, equivalentes em 2016 a R$ 2.567,81. Já no ano de 2017 o relatório aponta um regresso identificando que o salário dos negros correspondem a 53% do salário médio dos brancos. Na página 21 do mesmo relatório já se aborda a desigualdade salarial por gênero, reforçando o discurso feminista de que os homens seriam privilegiados com salários propositadamente mais altos, apontando que no ano de 2017 as mulheres ganham em média o que corresponde a 70% da média salarial masculina no Brasil.

Dados aparentemente assustadores e preocupantes, não? Eu até acreditaria, se não fosse por um pequeno detalhe econômico: a realidade de mercado aglutina múltiplas facetas mercadológicas que implicam em variações remuneratórias que uma simples média genérica entre homens/mulher e negros/brancos jamais captaria, uma vez que ao analisar todo o relatório não é possível encontrar maiores detalhamentos que implicariam em uma disparidade espontânea e não discriminatória das remunerações.

Traduzindo e simplificando para que vocês possam entender: o relatório da Oxfam e demais pesquisas sobre desigualdade racial e de gênero no trabalho desconsideram se essas comparações levam em conta se os grupos estudados trabalham na mesma empresa, no mesmo cargo, com exatamente as mesmas atribuições, no mesmo turno, com o mesmo período de trabalho e experiência e com o mesmo currículo. Todos esses fatores contribuem para que haja variações remuneratórias.

Há estudos que explicam facilmente as diferenças salariais entre homens e mulheres. Homens tendem a se especializar, mesmo que em cargos semelhantes, em áreas que remuneram mais, além de optarem por empregos menos confortáveis e que remuneram mais, ao contrário das mulheres que em grande maioria prezam mais pelo conforto em detrimento do salário. Homens tendem a aceitar mais empregos que são mais insalubres e periculosos, assim como são maioria em empregos tipicamente noturnos.

Dentre milhares de possibilidades e múltiplas realidades do mercado, há um erro metodológico claro nas pesquisas. Isso também se não considerarmos que há de fato uma desonestidade na aplicação metodológica.

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