Em artigo publicado na Gazeta do Povo (26), o futuro Ministro das Relações Exteriores de Bolsonaro, Ernesto Araújo, firmou seu objetivo em combater as posições políticas que permeiam a ideologia marxista – instigada desde o regime militar e acentuada na era lulo-petista – predominante inclusive no próprio Itamaraty.

A sua plataforma de trabalho incluirá pautas como o “alarmismo climático, o terceiro-mundismo automático e outros arranjos falsamente anti-hegemônicos, a adesão às pautas abortistas e anticristãs nos foros multilaterais, a destruição da identidade dos povos por meio da imigração ilimitada, a transferência brutal de poder econômico em favor de países não democráticos e marxistas, a suavização no tratamento dado à ditadura venezuelana”, citadas como elementos remanescentes da  “ideologia do PT”.

A pauta abortista, agenda citada pelo futuro ministro como amplamente defendida pela ala esquerdista, são fomentadas por instituições pró-aborto que utilizam da manipulação estatística enviesada para inflacionar seus dados, baseados em métodos com critérios duvidosos, para não dizer inválidos. Um exemplo prático é o Instituto Guttmacher, que multiplicam os abortos documentados nos hospitais em 4 ou 5 vezes, sem nenhuma justificativa. Inacreditavelmente, conseguem atingir pessoas que se sensibilizam mais com números altos do que em cercear o direito fundamental de outro ser humano viver, ser esse indefeso e que não pertence a mãe, mas é dependente para se desenvolver.

Uma das justificativas utilizadas é a desculpa de que a incidência de abortos diminui após a sua descriminalização, o que é claramente falso. O Office for National Statistics, instituto estatístico britânico, relatou que após a descriminalização de 1967 o número de abortos no Reino Unido mais do que triplicou. Os veículos de comunicação contribuem com a propagação da informação falsa à opinião pública ao noticiarem que os abortos estão caindo, mas sem considerar o período anterior da pratica ser legalizada. Muitas vezes são apenas oscilações que voltam a crescer no ano seguinte.

O Chanceler demonstra clareza ao enxergar que o marxismo está entranhado “insidiosamente na cultura e no comportamento, nas relações internacionais, na família e em toda parte”, controlado pela máquina de engenharia social instaurado pela grande mídia e meio acadêmico. No artigo reforçou ser contra a “ideologia de gênero” e o “cerceamento da liberdade de pensar e falar”. Em outro momento no texto, comentou sobre o marxismo cultural gramsciano.

“Você se satisfaz com o que escutou de sua professora de História numa aula do ensino médio, nunca mais estudou nada sobre marxismo ou qualquer outra corrente ideológica, e agora vem pontificar e tentar me dizer o que é ou o que não é ideologia? Os marxistas culturais de hoje dizem que o ‘marxismo cultural’ não existe e você acredita, simplesmente porque não tem os elementos de juízo e o conhecimento necessário”, completou Ernesto.

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