Em pleno declínio da segurança pública no Estado do Espírito Santo não podemos deixar de verificar que o estado calamitoso que impera por lá nada mais é que um paraíso progressista a céu aberto. Não se tem a Política Militar atuando, ou seja, uma instituição que a esquerda considera fascista e refratária aos direitos humanos, e também não temos uma população armada somada aos bandidos, “vítimas da sociedade”, fazendo o que bem entendem. Claro que a despeito disso tudo observamos a crucial importância do direito natural e soberano de uma comunidade poder se armar e gerir voluntariamente a segurança pública com auxílio da instituição da polícia.

É normal que com uma lógica simplória e apartada da realidade, imaginemos que um cenário onde o armamento civil vigore seja repleto de pessoas malucas disparando contra as outras e matando a todos mediante discussões triviais, instaurando-se assim um caos generalizado. Porém, essa hipótese maluca e preconceituosa está longe de se tornar realidade. Os dados empíricos apontam claramente: os países em que vigora maior porte de armamento civil são os países mais seguros, mais estáveis e com os menores índices de criminalidade.

A importância do armamento da população tem validade histórica, uma vez que foi totalmente comum nos regimes totalitários e socialistas que vigoraram no século XX a proibição pretérita do armamento civil para que em seguida se aplicasse progressivamente uma ditadura sanguinária sem possibilidades de defesa da população. Hitler antes de assumir de vez o seu comando totalitário e nacional-socialista aplicou o desarmamento civil na população, iniciando-se exatamente mediante campanha voluntária com o consequente desarmamento compulsório.

Dentro do planejamento de dominação e ocupação europeia do regime nazista estava a invasão ao território suíço. Como a Suíça sempre teve uma população extremamente armada, prontamente Hitler desistiu da invasão, corroborando que o armamento civil da população não só serve para a proteção contra agressores internos, como também os agressores externos. A fórmula do desarmamento continuou vigorando em demais regimes totalitários, incluindo a União Soviética, a China comunista, o regime fascista de Mussolini dentre outros.

Alguns podem argumentar a respeito do contexto japonês em que o armamento inexiste. Na verdade o desarmamento japonês nada tem a ver com a promoção de um ambiente de segurança, e sim com uma questão estratégica proveniente do Império Feudal na época em que se resolveu desarmar os camponeses que se defendiam eficazmente dos samurais com armamento pesado, isso no século XVI. Na Inglaterra, por exemplo, desde o desarmamento houve um acréscimo virulento da violência urbana, culminando até no armamento da própria polícia, que antigamente tinha que pedir o armamento emprestado da própria população para poder agir contra os bandidos, uma vez que era cultural do povo inglês o armamento civil e a desconfiança de autoridades estatais em monopolizá-lo.

Comprovando com dados a eficácia do armamento civil

Um estudo de Harvard comprova categoricamente que a iminência do armamento civil necessariamente implica em uma diminuição da violência. Quanto mais armas, menos crimes necessariamente. Os EUA é um exemplo emblemático para os debates relacionados ao desarmamento, e vamos lembrar como é o melhor exemplo da eficácia do armamento civil. Durante 20 anos as vendas de armas dispararam nos EUA, mas os homicídios por armas de fogo decaiu 39% no mesmo período, e demais outros crimes relacionados ao armamento obtiveram uma gloriosa queda de 69% também no mesmo período.

Segundo o próprio estudo conduzido em Harvard, os nove países europeus que apresentam o menor índice de armamento civil apresentam taxas de homicídios que são três vezes maiores do que os outros nove países com maior porte de arma.

Vale lembrar que quase todas as chacinas em locais públicos envolvendo atentados terroristas ou ataques de psicopatas foram praticados em áreas com rigorosas leis anti-armamento, como as “gun free zones”, que são zonas determinadas pelo governo americano em que o armamento é proibido, como é o caso das universidades e escolas. Verifica-se também que os principais atentados ocorrem na sua grande maioria nos estados americanos que possuem o menor índice de armamento civil e leis rigorosas em prol do desarmamento.

A cada ano, cerca de 200 mil mulheres utilizam-se do porte de arma para que possam se proteger de crimes sexuais. Em termos mais amplos, as armas de fogo são utilizadas com uma frequência 80 vezes maior para impedir crimes do que cometê-los. Na Austrália, por exemplo, houve um aumento catastrófico de crimes por armas de fogo em 19% e os assaltos a mão armada aumentaram 69%, tudo isso após vigorar o desarmamento da população australiana. Se formos comparar o desarmado Reino Unido com os índices de violência nos EUA, verificamos que o desarmamento civil nada adiantou e só piorou o quadro de violência com armas de fogo.

Somente no Brasil, 10 anos após vigorar o estatuto do desarmamento, houve uma queda de mais de 90% no comércio de armas de fogo e um aumento generalizado de crimes por armas de fogo de 346%, com uma taxa absurda de mais de 60 mil homicídios anuais, sendo mais provável ser morto em território brasileiro do que em plena faixa de gaza.

São esses dados e provas que corroboram que não somente é necessário um armamento para a proteção individual e familiar, mas também para que haja uma emancipação efetiva de uma sociedade civil contra possíveis arbitrariedades governamentais. O histórico que corrobora a Segunda Emenda norte-americana tem exatamente esse contexto de garantir a autonomia da população americana diante de uma possível guerra civil contra um governo totalitário.

O ditador Pol Pot dizimou mais de 2 milhões de pessoas no Camboja aplicando um desarmamento compulsório antes de inciar suas ações totalitárias. Mao Tsé-Tung baniu por completo o armamento civil em 1957, aplicando a partir daí o que ficou conhecido como uma das maiores chacinas, torturas e aprisionamentos injustos da história da humanidade, contabilizando mais de 60 milhões de mortos pelo regime comunista. O próprio Fidel Castro, após a revolução cubana, também instituiu o desarmamento compulsório do povo cubano e até hoje testemunhamos uma ditadura ferranha na ilha, sem possibilidades nenhuma de defesa do povo cubano.

A conclusão disso tudo é mais que óbvia: quanto maior o armamento civil, mais segurança, mais autonomia, mais estabilidade pacífica nas comunidades e maior garantia de proteção e emancipação de um determinado povo contra quaisquer possibilidades de tirania de seus governos representativos. A inspiração para escrever esse pequeno artigo foi originada com o lamentável caos deliberado que vigora atualmente no Estado do Espírito Santo e um alerta para todos que possam ler esse artigo. O armamento é essencial, por isso precisamos lutar com unhas e dentes em prol do nosso direito natural, humano e essencial.

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