Quem resolveu tomar algum partido durante as eleições presidenciais, certamente se envolveu em alguma situação desagradável, na qual teve que lidar com algum histérico prevendo toda sorte de catástrofes possíveis –especialmente para quem tomou partido por Bolsonaro. As acusações foram inúmeras: Bolsonaro é um fascista, só não vê quem não quer!; muitos gays, negros e mulheres morrerão — como se já não morressem!–; pobres irão brotar em todos os lugares; a ditadura militar será instaurada sem mais nem menos; a discriminação das minorias aumentará vertiginosamente etc. Há um movimento que ficou bem famoso no Brasil e é o retrato perfeito dessa patologia histérica que foi desnudada durante estas eleições: o ele-não. Milhares de jovens, apoiados como de praxe pelo beautiful people, foram às ruas dos grandes centros urbanos do Brasil protestar contra o “perverso” Bolsonaro, crentes que estavam fazendo um grande ato em favor do país e salvando-nos da catástrofe fascista. O que conseguiram foi somente causar ojeriza nos brasileiros de bem e aumentar os votos do capitão, evidenciando ainda mais seu caráter anti-frágil.

Mas não cabe aqui analisar a veracidade das acusações claramente deslocadas da realidade e do bom senso que levantaram contra o presidente Bolsonaro. Cabe aqui apenas uma análise do fato psicológico: que raios está acontecendo com esse povo? A resposta precisa, antes, de um contexto histórico: desde o início da ditadura militar, a intelectualidade comunista foi obrigada a fazer um recuo para repensar as estratégias a serem adotadas para concretizar o governo comunista no Brasil. A nova estratégia foi baseada nos escritos do italiano Antonio Gramsci que, em poucas palavras, pregava a tomada da cultura de forma a gerar uma hegemonia cultural que facilitaria a subida da esquerda ao poder. Com a hegemonia, nada se oporia e, dessa forma, haveria a manutenção do poder nas mãos do partido. Durante anos a esquerda adotou esta estratégia e ocuparam absolutamente todos os postos de formação e circulação das ideias: as igrejas, as escolas, as universidades, o mercado editorial, a mídia, os jornais e a TV. Ora, com uma hegemonia desse tamanho, não é de se espantar o fato de termos sido governados por socialistas por mais de vinte anos!

Mas há uma outra consequência que aos poucos tem sido compreendida por uma parte da população — aquelas que despertaram a consciência para a realidade. O fato é o seguinte: essa hegemonia cultural não somente solapou a inteligência das pessoas como também produziu um exército de histéricos. Uma explicação científica ao fato pode ser encontrada no livro Ponerologia: Psicopatas no Poder, do dr. Andrew Lobaczewski. Esse médico psiquiatra polonês descobriu que uma sociedade dominada por uma elite de psicopatas induz às pessoas normais um comportamento histérico. O histérico é simplesmente aquele que não acredita no que vê, como fazem as pessoas normais, mas acredita no que diz. A sua fala projetada através dos seus cacoetes mentais (que foi formada com a mentalidade marxista) entra em seu ouvido e aquilo de fato lhe parece real. Trata-se, então, de um processo de auto-persuasão: o sujeito mesmo se convence de que o que ele diz é a realidade. E quem seriam os psicopatas? Os membros e líderes dos partidos comunistas e a militância mais consciente: de acordo com a sintomatologia do dr. Andrew Lobaczewski, são pessoas que têm uma base moral distorcida, são extremamente egóticas e não têm remorsos algum. Em suma, vale tudo para atingir o seu objetivo ou, como disse um certo pensador florentino: “os fins justificam os meios”. O estrago acontece quando esses psicopatas passam a ditar as regras do jogo através do controle dos meios de ação, dentre as quais estão os jornais, escolas, universidades, show business etc. — que são constituídos por histéricos também! Assim, agem na confusão psicológica de quem recebe esses conteúdos ideológicos, dentre as quais os jovens são as principais vítimas. Como diz o psiquiatra polonês:

Tal comportamento por parte das pessoas que possuem tais transtornos de caráter traumatiza a mente e os sentimentos das pessoas normais, diminuindo gradualmente a habilidade destas de usar seu senso comum. Apesar da sua resistência, as vítimas da caracteropatia acabam se acostumando aos hábitos rígidos dos pensamentos e da experiência patológica. (…) 

Contudo, o poder dos paranóicos reside no fato de que eles escravizam facilmente as mentes menos críticas, como por exemplo as pessoas com outros tipos de deficiências psicológicas, que têm sido vítimas da influência egotística de indivíduos com distúrbios de caráter e, em particular, um grande segmento de pessoas jovens.

Como o Brasil é o país mais gramsciano do mundo, isso foi um prato cheio para Dirceus, Lulas, Betos et caterva conseguirem um controle psicológico absurdo sobre aquelas mentes mais indefesas e fracas psicologicamente, produzindo um exército de histéricos a bradar loucamente que, assim que o governo Bolsonaro iniciar, muitos gays, negros e mulheres serão simplesmente exterminados. Assim, através dessas alucinações absurdas, muitas amizades são desfeitas, muitas brigas são travadas e muitos laços familiares são quebrados.

Um exemplo emblemático ocorrido nas eleições vem de uma das classes mais histéricas que existem: os artistas; a digital influencer e agora atriz global Kéfera se voltou contra os próprios pais ao descobrir que estes eram favoráveis ao Bolsonaro. Muitas pessoas que acompanham a atriz, em sua maioria jovens desprovidos de formação intelectual para resistir aos ataques psicológicos, foram influenciados por seu comportamento histérico ridículo. Mas não pensem que esse fenômeno acontece apenas por estas bandas, pois isso é um fenômeno global: por onde tenha uma elite inescrupulosa — como os globalistas — e uma classe falante totalmente desconectada da realidade, haverá a produção de histéricos.

Nos EUA temos até um famoso meme criado justamente para descrever essa massa alienada que adquiriram um modus operandi de um robô: o Non-player character, ou NPC. Esse comportamento robótico surge justamente por influência do fenômeno  da patocracia descrito pelo dr. Andrew Lobaczewski que lhes destituem a capacidade de se instalarem na realidade, tornando presas fáceis para os psicopatas, que vão se aproveitar dessa mão-de-obra ou, como disse o próprio Vladimir Lênin: desse bando de idiotas úteis.

 

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