A imprensa vem noticiando, nos últimos dias, algumas manifestações de servidores e de órgãos públicos, que muito nos faz refletir, pela proximidade da posse da Presidência da República por Jair Bolsonaro.

Servidores  [1]

Como a extinção e a fusão de ministérios, e o fechamento e privatização de empresas estatais é um fato, servidores de ministérios e de órgãos federais vêm se articulando na defesa de seus interesses. Alguns estão apagando comentários críticos e ofensivos a Jair Bolsonaro nas redes sociais, com vistas a esconder sua posição hostil contra o então candidato, e evitar que a futura gestão prejudique o crescimento de suas carreiras. Outros unem forças com servidores de categorias distintas para expor seus argumentos a pessoas próximas a Bolsonaro ou a membros do Legislativo.

Ministério Público Federal [2]

O MPF propôs ação civil pública para questionar a falta de transparência e de controle do programa Mais Médicos, na relação com os profissionais cubanos – o programa, resultado de uma parceria firmada entre o Ministério da Saúde e a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), viabilizou a contratação de mais de oito mil médicos cubanos.

Questiona-se a aplicação dos recursos, a retenção de parte da remuneração pelo governo de Cuba e os ganhos da OPAS; e um dos argumentos é a falta de publicidade do detalhamento das prestações de contas durante o período de vigência da parceria (de 2013 a 2018).

Controladoria Geral da União [3]

Por fim, a CGU revelou que 6,9 mil alunos de mestrado e doutorado receberam em duplicidade a bolsa Capes, do Ministério da Educação, nos anos de 2015, 2016 e 2017, o que pode resultar num prejuízo de até R$ 28,7 milhões aos cofres públicos, quantia referente a 2,3% do que é pago anualmente aos beneficiários das bolsas.

Uma auditoria realizada em 2014, já havia apurado um prejuízo de R$ 33,1 milhões, de bolsas pagas em duplicidade a 7,4 mil alunos, gerando um prejuízo total de cerca de R$ 51,4 milhões nos últimos quatro anos. A nota triste é saber que 2,8 mil alunos que acumulavam bolsas irregularmente em 2014, no lugar de serem desligados do programa, continuaram acumulando benefícios irregularmente entre 2015 e 2017.

Só o tempo dirá se há malícia, “necessidade de sobrevivência”, expectativa de “somar pontos” com a nova chefia, ou se acontece pela sensação de liberdade ante perseguições e represálias comuns nos governos de esquerda, do medo da linha dura prometida por Jair Bolsonaro (desde quando sua candidatura já se apresentava vencedora), ou fruto da “onda conservadora” que vem tomando conta do Brasil.

Também pode estar acontecendo que a imprensa “oficial” agora se sinta incentivada a divulgar o que antes “deixava escapar”.

Por ora, só é possível constatar o fracasso da campanha “ninguém solta a mão de ninguém”.

P.S.: “Onda conservadora” não passa de um termo malicioso utilizado pela esquerda para desqualificar o “basta!” que parte da população resolveu dar aos establishment, após anos de desmando, de descaso e de ataques a nossos valores civilizacionais.

* Essa notícia foi inspirada por uma postagem do webamigo Maurício Alves.

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